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Uma rede representa o ponto lógico e físico em que um acesso será entregue. Ela liga setor, concentrador, interface, prefixos e, conforme a tecnologia, ponto de acesso ou porta de OLT. Ao liberar um cliente, o LHISP usa essa definição para validar capacidade e POP, atribuir endereçamento e provisionar o acesso nos equipamentos.
Existem dois usos distintos:
Cadastre primeiro os elementos referenciados pela rede:
A descrição deve ser única. O backend também impede usar como interface da rede uma das interfaces de saída configuradas no servidor.
Em Rede e Infraestrutura → Redes, clique em Novo e defina:
Depois de salvar, confira a rede na listagem e no cadastro do servidor. Para redes ópticas, valide também se OLT, slot, porta, uplink e VLAN correspondem à topologia real.
| Tecnologia | O que a rede passa a representar |
|---|---|
| Wireless | Um ponto de acesso e sua interface de entrega. |
| GePON | Uma placa e porta PON de uma OLT GePON. A OLT é obrigatória. |
| GePON - Auth Mac | A mesma topologia GePON, com autenticação baseada em MAC no fluxo correspondente. |
| GPON | Uma OLT GPON, slot, porta PON, uplink e VLAN usados no provisionamento de ONUs. A OLT é obrigatória. |
| Cabo UTP / Outros | Entrega genérica sem vínculo obrigatório com OLT ou ponto de acesso. |
Ao trocar a tecnologia, o backend limpa vínculos que pertenciam ao tipo anterior. Não reutilize uma rede existente apenas para alterar a topologia sem antes avaliar os acessos já associados.
Em rede de acesso, Prefixo IPv4 e Prefixo IPv6 apontam para blocos cadastrados no servidor. Esses vínculos orientam a escolha e a associação de subprefixos aos acessos.
Em rede administrativa, informe o endereço, a máscara e a interface. O backend aceita máscaras entre /24 e /31, calcula rede, máscara e broadcast e recusa intervalos sobrepostos detectados. Para máscaras menores que /31, o endereço informado não pode ser o broadcast.
O campo NAT participa da configuração da rede no concentrador. Ele não substitui o cadastro de CGNAT nem define sozinho o endereço público do cliente.
Limitar quantidade de acessos é uma trava de capacidade. Na criação de um acesso, o backend conta os acessos já liberados na rede e recusa o novo quando o limite foi atingido. Valor zero deixa a rede sem esse limite.
Exigir POP torna o ponto de presença obrigatório na liberação e na alteração do acesso. Existe uma exceção no cadastro inicial quando a empresa configurou o POP para ser escolhido pelo técnico na baixa da OS de instalação; nesse caso, a exigência é adiada para a execução da ordem.
Essas opções afetam contratos e ordens de serviço, não apenas a exibição desta tela.
Ao criar uma rede, o LHISP grava o vínculo e solicita sua configuração no equipamento. Em rede GPON, também solicita a criação da rede na uplink indicada da OLT.
Alterar uma rede pode ter efeitos maiores:
Por isso, trate mudança de servidor, prefixo, tecnologia, VLAN, slot ou PON como migração de rede. Planeje janela, confira disponibilidade de endereços e valide os comandos/equipamentos depois da operação.
Quando o módulo comercial TR-069 está ativo e a rede já foi salva, a página apresenta o painel de autoconfiguração de CPEs. A ativação exige VLAN e pool CIDR. A configuração pode permanecer pendente até a aplicação e passa pelos estados PENDENTE, APLICADO ou ERRO; a tela também permite reaplicar ou desativar.
Salvar os dados básicos da rede não significa que o setup TR-069 já foi aplicado. Aguarde o status e examine a mensagem de retorno.
Na listagem de Redes, clique em Transferir Acessos na linha da origem, selecione a Rede de Destino e confirme em Transferir. A função move todos os acessos da origem para o destino. Para cada acesso, o LHISP remove a configuração anterior, altera a rede e recria a configuração. Se o servidor for diferente, também desassocia os prefixos antigos e tenta reservar os próximos IPv4 e IPv6 disponíveis no destino.
A rotina processa um acesso por transação. Uma falha no meio pode deixar parte dos clientes já transferida; valide contagem, prefixos, autenticação e conectividade após a execução.
A rede não pode ser apagada enquanto houver nela acessos cujo serviço esteja ATIVO ou BLOQUEADO. Transfira ou regularize os acessos antes. A remoção também solicita a atualização do equipamento correspondente.
Não interprete a ausência de acessos ativos como garantia de que a rede é descartável: confira acessos suspensos/cancelados, histórico, OLT, prefixos e dependências operacionais.
| Sintoma | Verificação |
|---|---|
| Rede administrativa não salva | Informe rede, máscara /24 a /31 e interface; verifique sobreposição e broadcast. |
| Interface é recusada | Ela coincide com uma interface de saída do servidor. Use a interface de entrega correta. |
| OLT ou campos ópticos não aparecem | Confira a tecnologia selecionada e cadastre a OLT correspondente. |
| Novo acesso informa rede lotada | Revise o limite e a quantidade de acessos já liberados; não aumente sem validar capacidade real. |
| Liberação exige POP | Selecione o POP ou confira a configuração que delega a escolha à OS de instalação. |
| Cliente perdeu IP após mudar o servidor | Verifique se havia subprefixos livres no novo servidor e revise as associações IPv4/IPv6. |
| TR-069 permanece pendente ou com erro | Confira VLAN, pool CIDR e mensagem do setup; se persistir, acione o suporte. Reaplique somente após corrigir a causa. |
